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Política

Idade e moda: o preconceito que limita a liberdade dos mais velhos

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Uma pesquisa recente mostra que grande parte das pessoas acha que quem tem mais de 50 anos não combina com as novidades da moda. Entre os entrevistados, dois terços acreditam que, por volta dos 56 anos, é hora de abandonar as tendências atuais. Em um caso mais extremo, 10% sugerem que esse “limite” seria aos 40 anos.

No mercado de trabalho, o preconceito também aparece forte: aos 55 anos, um candidato já pode ser visto como menos desejável. Além disso, há a crença de que a capacidade de aprender novas tecnologias diminui a partir dos 61 anos, ainda que dados mostrem que pessoas acima dos 70 passam mais tempo online do que outros grupos mais velhos.

Outro mito é sobre o declínio das funções cerebrais, que muitos acreditam começar aos 63 anos, bem antes do que a ciência indica. Curiosamente, quem está entre 45 e 54 anos é o grupo que mais reforça esse tipo de visão, possivelmente por vivenciar o próprio preconceito no ambiente profissional.

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Especialistas alertam que esse preconceito, conhecido como idadismo, limita oportunidades, saúde e até a autoestima das pessoas à medida que envelhecem. A ideia de que a idade determina o que se pode ou não fazer acaba prejudicando a qualidade de vida e as relações sociais.

Com informações do g1.