Irregularidades graves levaram à interdição de cinco asilos na cidade em cinco meses.
Em Ribeirão Preto, cinco casas de repouso foram interditadas nos últimos cinco meses por apresentarem condições inadequadas de funcionamento. As falhas envolvem desde infraestrutura precária até atendimento deficiente aos idosos que viviam nos locais. Em um caso chocante, uma idosa de 86 anos foi encontrada com larvas na boca durante uma fiscalização e faleceu quatro dias depois.
Outra instituição interditada mantinha todos os moradores sem qualquer cuidado e com escabiose, uma doença de pele altamente contagiosa. O Ministério Público vem atuando com ações civis, liminares e processos criminais para combater essas práticas. Segundo o promotor responsável, esses locais não podem ser chamados de casas de repouso, pois não oferecem o mínimo de dignidade e cuidado.
A Prefeitura afirmou que não houve omissão e que trabalha para ampliar o número de vagas em instituições regulares, atualmente 45 licenciadas pela Vigilância Sanitária na cidade. A colaboração entre Ministério Público, Assistência Social e Saúde é fundamental para garantir o bem-estar dos idosos e o fechamento desses estabelecimentos clandestinos.
Com informações do g1.