As eleições de 2026 serão a quinta desde a implementação da cláusula de desempenho, que limita a presença dos partidos na Câmara dos Deputados. Para garantir recursos do Fundo Partidário e tempo na TV e rádio, as siglas precisam alcançar percentuais mínimos de votos válidos ou eleger um número mínimo de deputados em diferentes estados.
Desde sua adoção, a cláusula já provocou uma queda significativa no número de legendas com representação parlamentar. Em 2022, 15 partidos não cumpriram a regra e foram excluídos do acesso aos benefícios. Para 2026, os requisitos foram ampliados, aumentando a dificuldade para legendas menores manterem seu espaço.
A pressão tem levado a fusões e incorporações, além da criação de federações partidárias, para que partidos sobrevivam e mantenham influência. Atualmente, cinco federações reúnem siglas que buscam ampliar sua força política e tempo de propaganda.
Com a concentração dos recursos e o fortalecimento das grandes legendas, a renovação política enfrenta obstáculos, já que o financiamento tende a favorecer candidatos e grupos já estabelecidos. Além disso, eleitores tendem a evitar votar em partidos pequenos, adotando uma postura estratégica para não desperdiçar votos.
Com informações do g1.