Advogado afirma que ex-presidente precisa de cuidados médicos constantes, não apenas por 90 dias
A defesa de Jair Bolsonaro criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a prisão domiciliar por 90 dias, destacando que o quadro de saúde do ex-presidente exige acompanhamento permanente. O advogado Paulo Cunha Bueno classificou a medida como uma novidade jurídica, mas insuficiente para garantir o tratamento necessário.
Segundo a defesa, Bolsonaro enfrenta condições médicas graves, como a pneumonia bilateral recentemente diagnosticada, que colocou sua vida em risco. Por isso, os cuidados devem ser contínuos, e a limitação temporal da prisão domiciliar não atenderia às necessidades do ex-chefe do Executivo.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência para prisão domiciliar após a alta hospitalar de Bolsonaro, mas impôs restrições, como a suspensão de visitas, para evitar infecções e complicações. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, também criticou o prazo de 90 dias e chamou a decisão de “exótica”, questionando a lógica de um benefício temporário para alguém com saúde fragilizada.
A defesa ainda citou precedente do STF em favor do ex-presidente Fernando Collor, que teve prisão domiciliar por motivos de saúde, embora em condição clínica considerada menos grave. A expectativa é que o caso de Bolsonaro reforce o entendimento sobre a necessidade de cuidados médicos contínuos em situações similares.
Com informações do Agora RN.