A divulgação de documentos do caso Epstein expôs informações sigilosas de vítimas, que agora cobram reparação judicial.
Sobreviventes do ex-financista Jeffrey Epstein entraram com uma ação contra o governo dos Estados Unidos e o Google após terem suas identidades reveladas em arquivos públicos do Departamento de Justiça (DOJ). Em janeiro, o DOJ liberou mais de 3 milhões de documentos relacionados à investigação, mas falhou ao não ocultar nomes e dados pessoais de quase 100 vítimas, que deveriam ter permanecido confidenciais.
Apesar do governo ter reconhecido o erro e retirado parte do conteúdo, os dados continuam circulando livremente na internet. As vítimas afirmam que o Google mantém essas informações acessíveis, ignorando pedidos para remoção e expondo seus dados até mesmo em resultados de busca e conteúdos gerados por inteligência artificial.
Segundo o processo, essa exposição renovou o trauma das vítimas, que agora enfrentam assédio, ameaças e acusações infundadas nas redes. Epstein, condenado em 2008 por abuso sexual de menores, morreu em 2019 antes de ser julgado por novas acusações de tráfico sexual. A ação reforça o impacto da falha do governo e das plataformas digitais na proteção às vítimas.
Com informações do g1 Mundo.