Nova linhagem do coronavírus apresenta maior evasão imunológica, mas não aumenta gravidade da doença.
Uma nova variante do coronavírus, chamada BA.3.2, foi identificada em pelo menos 23 países e está sendo acompanhada por autoridades de saúde. Essa linhagem tem maior capacidade de escapar da resposta dos anticorpos em comparação às variantes que circulam atualmente, como JN.1 e LP.8.1. No entanto, não há evidências de que provoque sintomas mais graves ou que as vacinas percam eficácia contra formas severas da Covid-19.
A BA.3.2 foi detectada pela primeira vez na África do Sul em novembro de 2024 e, desde então, já apareceu em países da Europa, como Alemanha, Holanda e Dinamarca, além de locais como Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos. Por enquanto, o Brasil ainda não registrou casos dessa variante. Nos EUA, ela foi encontrada em amostras de viajantes, esgoto de aeronaves e pacientes, incluindo dois hospitalizados.
Apesar das cerca de 70 mutações na proteína Spike em relação às outras variantes, especialistas afirmam que a BA.3.2 não representa um risco maior para a saúde pública do que as linhagens atuais da Ômicron. O monitoramento contínuo, porém, é recomendado para acompanhar possíveis mudanças no comportamento do vírus.
As autoridades reforçam a importância de manter a vacinação atualizada, especialmente para grupos prioritários como gestantes, idosos, crianças pequenas, imunocomprometidos e profissionais da saúde, que seguem recebendo doses de reforço conforme os calendários vigentes.
Com informações do Agora RN.