Justiça determina que professor não divulgue mensagens das vítimas em plataformas digitais.
O professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, preso em Porto Alegre após ser denunciado por doze crimes contra dez mulheres, teve uma nova restrição judicial: está proibido de compartilhar nas redes sociais mensagens ou imagens das vítimas. A medida, concedida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica de Porto Alegre, busca preservar a intimidade das mulheres e evitar a revitimização.
Conrado foi detido nesta segunda-feira (2) após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a pedido do Ministério Público. A restrição veio após declarações de advogados do acusado, que ameaçavam divulgar documentos para contestar os relatos das vítimas, o que motivou a defesa das mulheres a solicitar as medidas protetivas.
Além da proibição de contato e aproximação das vítimas, o professor também não pode divulgar conteúdos relacionados a elas em qualquer meio. A prisão preventiva dele foi mantida após audiência de custódia, e ele deve ser transferido em breve para o sistema prisional. A denúncia inclui crimes como estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.
Conrado nega as acusações e afirma que a justiça será feita. A defesa critica a prisão preventiva, alegando que se baseia em suposições e erros, e trabalha para reverter a decisão. Ele foi demitido da Fundação Escola Superior do Ministério Público, onde lecionava e coordenava cursos de pós-graduação em Direito.
Com informações do g1.