Especialistas alertam para cautela no uso das “canetas emagrecedoras” em jovens.
O aumento da obesidade entre crianças e adolescentes tem gerado debates sobre o uso de medicamentos para controle de peso nessa faixa etária. As chamadas “canetas emagrecedoras”, inicialmente aprovadas para adultos, começam a ser consideradas em casos específicos para menores, mas ainda com restrições.
Dados mostram que a obesidade infantil mais que dobrou desde os anos 1990, acompanhando uma tendência global e brasileira, especialmente nas áreas urbanas. O uso desses medicamentos só é recomendado em situações graves, com análise detalhada do histórico clínico, comorbidades como diabetes tipo 2 e hipertensão, e impacto na qualidade de vida.
Apesar de alguns remédios já terem autorização para adolescentes, os efeitos a longo prazo ainda são pouco conhecidos, o que exige cuidado na prescrição. Especialistas reforçam que mudanças no estilo de vida — alimentação equilibrada, prática de exercícios e menos tempo de tela — continuam sendo o principal caminho para o tratamento.
O combate à obesidade infantil envolve múltiplos fatores, incluindo questões sociais e ambientais. O uso de medicamentos pode ser parte da estratégia, mas sempre aliado a acompanhamento multidisciplinar, com foco no bem-estar integral da criança ou adolescente.
Com informações do Agora RN.