Nos últimos 10 anos, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 129% nas internações de mulheres por infarto, passando de 603 casos em 2014 para 1.383 em 2024. Em 2025, o número ultrapassou 1.700, indicando uma tendência de alta que alerta profissionais de saúde.
Especialistas apontam que o risco aumenta especialmente a partir dos 50 anos, devido à queda do estrogênio na menopausa, que reduz a proteção natural do organismo contra doenças cardiovasculares. Além disso, fatores como hipertensão, diabetes, sedentarismo e obesidade contribuem para o aumento dos casos, com maior incidência e gravidade entre mulheres de 60 a 69 anos.
Mudanças no estilo de vida e o acúmulo de funções também influenciam o quadro. Para o cardiologista Itamar Ribeiro, o estresse associado a essas transformações tem favorecido o desenvolvimento da aterosclerose nas mulheres. A reposição hormonal, quando indicada e acompanhada por profissionais, pode diminuir o risco de infarto e AVC, mas deve ser avaliada individualmente.
Os sinais de infarto nas mulheres podem ser diferentes e nem sempre claros, como dor no peito irradiando para a mandíbula e cansaço excessivo. O acompanhamento médico regular e hábitos saudáveis são essenciais para reduzir os riscos, e a busca por atendimento diante de sintomas suspeitos pode salvar vidas.
Com informações do g1 RN.