A escalada dos valores dos combustíveis, impulsionada pela instabilidade internacional e o aumento do petróleo, está impactando severamente o setor de transporte no Rio Grande do Norte. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), os custos operacionais subiram cerca de 10% apenas na sua área de atuação, com variações diárias e aumentos de até 25% em uma semana.
Com o barril de petróleo acima de US$ 100, o diesel mais caro afeta toda a cadeia produtiva, elevando preços para os consumidores e pressionando o transporte público, que depende de tarifas reguladas. As empresas enfrentam o dilema entre reajustar passagens ou acumular prejuízos, enquanto a Fetronor cobra ações emergenciais, como subsídios e redução de tributos, para evitar o aumento da tarifa e a possível retração dos serviços.
Além da alta dos combustíveis, o setor sofre com a falta de motoristas e o debate sobre a implantação da escala 6×1, que pode aumentar despesas se não houver negociação e planejamento. A carência de mão de obra qualificada, com déficit superior a 100 mil profissionais no país, agrava o cenário e dificulta a expansão da frota.
Empresas investem em formação e inclusão para suprir a demanda, mas o processo é longo e exige preparo técnico e psicológico. Sem medidas estruturais, o transporte público local corre risco de redução significativa na oferta, comprometendo a mobilidade urbana e o acesso a serviços essenciais.
Com informações do Agora RN.