Promotor denuncia condições precárias e falta de fiscalização em instituições para idosos na cidade.
Cinco instituições para idosos foram interditadas recentemente em Ribeirão Preto por apresentarem graves problemas estruturais e de atendimento. O promotor de Justiça da Pessoa Idosa, Carlos Cezar Barbosa, criticou duramente as instalações, afirmando que não podem ser consideradas casas de repouso, mas sim locais de sofrimento para os moradores.
Entre os casos mais alarmantes, uma idosa de 86 anos foi encontrada com larvas na boca e faleceu quatro dias após o resgate. Em outra ação, todos os residentes de uma das instituições estavam com escabiose, uma doença de pele contagiosa. No total, 76 idosos foram transferidos para locais adequados.
Além da precariedade, as casas interditadas operavam de forma clandestina, sem placas de identificação e sem autorização da Vigilância Sanitária. O promotor destaca que a ausência de fiscalização e a falta de instituições públicas adequadas favorecem a atuação irregular de empresas privadas que buscam lucro às custas da vulnerabilidade dos idosos.
O juiz Paulo César Gentile reforça que, apesar de não ser ilegal abrir casas de repouso, é fundamental que respeitem os direitos dos idosos. Ele cobra ações da administração pública para criar espaços dignos e evitar que situações como essas se repitam na cidade.
Com informações do g1.