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Rio Grande do Norte

Brasil reprova proibição de religiosos no Santo Sepulcro

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Ministério das Relações Exteriores critica ação de Israel que impediu acesso à igreja em Jerusalém

O governo brasileiro manifestou repúdio à decisão da polícia israelense que impediu dois líderes católicos de entrarem na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, no Domingo de Ramos. O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, foram barrados enquanto seguiam discretamente para a missa, sem realizar procissão.

O Santo Sepulcro é um dos locais mais sagrados para o cristianismo, onde se acredita que Jesus foi crucificado e ressuscitou. O episódio ocorreu no início da Semana Santa, data que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, celebrado com ramos de palmeira pelos fiéis.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou que restrições semelhantes têm afetado também a Esplanada das Mesquitas durante o Ramadã, período importante para os muçulmanos. O Itamaraty lembrou ainda o parecer da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024, que considera ilegal a presença contínua de Israel nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental.

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O governo brasileiro classificou a atitude israelense como “extrema gravidade”, por violar o status histórico dos locais sagrados e o direito à liberdade de culto. A nota reforça a posição do Brasil em defesa do respeito às práticas religiosas e ao direito internacional.

Com informações do Agora RN.