Na última segunda-feira (16), o prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney, usou uma marreta para demolir um cocho que servia de bebedouro para os cavalos das charretes, em ato público que marcou o fim deste serviço na cidade. A ação gerou repercussão e levou a Câmara Municipal a apresentar um requerimento que questiona a legalidade do ato e se houve autorização dos órgãos responsáveis.
O cocho ficava na praça Getúlio Vargas, parte do Complexo Hidrotermal e Hoteleiro tombado pelo estado e pelo município. Vereadores argumentam que a destruição desrespeita a história local e contraria leis que protegem bens tombados, exigindo aprovação legislativa e aval do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico.
Por outro lado, a Divisão de Patrimônio Construído e Tombamento afirmou que o cocho não é tombado e foi construído recentemente, informação confirmada pela prefeitura, que reconstruiu a estrutura dias depois da demolição. A nova versão do cocho, porém, perdeu características originais, com pedras cimentadas e a retirada da fonte de água.
Especialistas defendem a preservação do local e sugerem que a prefeitura instale placas para registrar a importância histórica das charretes na cidade. Enquanto isso, o serviço de charretes foi encerrado, mas as carruagens elétricas, que deveriam substituir os animais, ainda não têm data para entrar em operação.
Com informações do g1.