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Fraudes milionárias em concursos têm chefe da polícia envolvido

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Polícia Federal identifica métodos sofisticados usados para burlar processos seletivos públicos

A Polícia Federal revelou um esquema complexo que fraudava concursos públicos de grande porte, incluindo o Concurso Nacional Unificado (CNU), e apontou o chefe da Polícia Civil de Alagoas como um dos envolvidos. As investigações mostraram que quadrilhas utilizavam técnicas avançadas, como dispositivos eletrônicos implantados cirurgicamente, falsificação de documentos e acesso antecipado às provas, para garantir a aprovação de candidatos mediante pagamento de altas quantias.

Entre os métodos descobertos, estão o uso de “bonecos” — pessoas contratadas para fazer a prova no lugar do candidato — e a manipulação das provas por meio de suborno a vigilantes e desligamento de câmeras. O esquema atuava com uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e ramificações em vários estados, movimentando valores que podiam chegar a R$ 500 mil por vaga, especialmente para cargos de alto nível como auditor fiscal.

A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima e levou à prisão de suspeitos em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, incluindo professores que auxiliavam as fraudes. Um dos nomes centrais do grupo, conhecido como “Mister M”, tinha acesso antecipado ao conteúdo das provas e orientava sobre como violar os lacres sem deixar evidências.

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Apesar do reforço nos protocolos de segurança pelas bancas organizadoras, especialistas alertam que essas organizações criminosas se adaptam rapidamente, utilizando novas tecnologias e redes espalhadas pelo país. A Polícia Federal segue ampliando as ações para garantir a integridade dos concursos, com medidas como detectores de metal, fiscalização rigorosa e escolta de provas por forças de segurança.

Com informações do g1.