Interrupção visa garantir estoque doméstico durante a temporada de plantio.
A Rússia, que responde por até 40% do comércio mundial de nitrato de amônio e é o maior fornecedor do fertilizante para o Brasil, anunciou que vai suspender as exportações do insumo até 21 de abril. A medida busca assegurar o abastecimento interno durante a primavera, período crucial para o plantio.
Em 2025, o país forneceu cerca de 26% dos fertilizantes químicos usados no Brasil. A suspensão ocorre em meio a uma crise global de oferta, agravada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de amônia, componente essencial do nitrato de amônio. Além disso, ataques recentes a uma fábrica russa responsável por 11% da produção local diminuíram a capacidade de produção.
A dependência brasileira por fertilizantes estrangeiros é alta, já que o país importa a maior parte dos insumos nitrogenados, fosfatados e potássicos necessários para a agricultura. A falta de reservas minerais, a alta demanda e os custos logísticos internos explicam essa vulnerabilidade. O governo brasileiro busca reduzir essa dependência com um plano nacional que prevê investimentos superiores a R$ 25 bilhões até 2030 para aumentar a produção doméstica.
Com informações do g1 Mundo.