Regulamentação da Anvisa entra em vigor em agosto, abrindo espaço para cultivo experimental e avanço na medicina
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas normas que detalham o cultivo da cannabis no país, com início previsto para 4 de agosto. O destaque é o "sandbox experimental", que permitirá testes em pequena escala durante cinco anos, fora do modelo industrial tradicional. A expectativa é que a medida estimule pesquisas científicas e facilite o acesso de pacientes a tratamentos à base da planta, especialmente no Distrito Federal.
Pacientes que já utilizam produtos com cannabis veem as mudanças como um avanço importante. Marta Francisca, que cuida do filho com autismo e transtornos mentais, relata a melhora na qualidade de vida após o uso do óleo de cannabis. Ela destaca a importância do suporte de associações locais, como a Abrapango, que oferecem orientação jurídica e técnica para quem busca esse tipo de tratamento.
Outro caso é o de Tamara de Matos, mãe de uma criança diagnosticada com TDAH e transtorno opositor, que também utiliza o óleo de canabidiol e canabinol. Para ela, a nova regulamentação pode diminuir a burocracia e garantir um acesso mais rápido e acessível aos medicamentos, evitando interrupções no tratamento.
Além disso, a autorização para cultivo caseiro tem ajudado famílias como a de Érica Bogéa, que produz óleo artesanal para a filha com Síndrome de West. A produção própria tem possibilitado doses mais concentradas e um tratamento mais eficaz, além de reduzir custos e dependência de importações.
O avanço das regras para o cultivo e pesquisa da cannabis no Brasil representa uma esperança para pacientes e pesquisadores, oferecendo mais autonomia e fortalecendo a produção nacional.
Com informações do g1.