Israel reforça a zona de segurança na fronteira norte para conter o Hezbollah
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a ampliação das operações militares no sul do Líbano, buscando fortalecer a chamada “zona de segurança” na fronteira norte do país. Em um vídeo divulgado pelo Comando Norte, ele afirmou que a medida visa mudar radicalmente a situação de segurança na região, diante do aumento das tensões e dos confrontos com o grupo Hezbollah.
A ofensiva terrestre no sul do Líbano teve início em meados de março, com Israel destruindo pontes estratégicas sobre o rio Litani para dificultar o transporte de armas e militantes do Hezbollah. O governo libanês acusa Israel de criar uma “zona-tampão” para separar as forças e reduzir o risco de combates diretos, enquanto Israel justifica a ação como cumprimento de uma resolução da ONU que o Hezbollah teria descumprido.
O conflito já provocou a fuga de cerca de um milhão de libaneses e causou vítimas entre civis e profissionais de saúde, incluindo a morte de um paramédico em um ataque a uma ambulância na cidade de Bint Jbeil. Paralelamente, o Irã, aliado do Hezbollah, alerta para uma possível reação a um ataque terrestre dos Estados Unidos, aumentando o risco de escalada na região.
Enquanto isso, negociações diplomáticas ocorrem no Paquistão, com países da região tentando mediar um cessar-fogo. No entanto, os combates continuam intensos, com ataques a infraestruturas militares e civis em vários pontos do Oriente Médio, ampliando as preocupações sobre a segurança do transporte marítimo global e o impacto econômico mundial.
Com informações do g1 Mundo.