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Política

Morte em pauta: cuidar para viver melhor

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Reconhecer a finitude da vida ajuda a organizar o sofrimento e priorizar o que importa.

Ana Cláudia Quintana Arantes, médica paliativista e escritora, ressalta que falar sobre a morte não é um tabu, mas uma necessidade para garantir qualidade de vida até o fim. Segundo ela, evitar o tema gera decisões apressadas e sofrimento prolongado, resultado da falta de diálogo, não da ausência de recursos médicos.

No Brasil, apesar dos avanços na política pública de cuidados paliativos, o acesso ainda é limitado diante do envelhecimento rápido da população. A médica destaca que a maioria das pessoas morre após um período de doença e, nesse processo, o cuidado paliativo é essencial para aliviar dores e preservar a dignidade, mas ainda é confundido com desistência.

Ela defende que uma “boa morte” é aquela planejada e respeitosa, que respeita os desejos do paciente e envolve família e médicos na decisão. Para isso, é preciso quebrar o silêncio nas famílias e entre os profissionais de saúde, promovendo conversas que organizem o sofrimento e permitam viver melhor o tempo que resta.

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Com informações do g1.