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Mentiras no currículo: o risco que ninguém conta

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Mentir no currículo pode garantir a vaga, mas o preço pode ser alto depois da contratação.

Mentiras em currículos viram assunto popular nas redes sociais, com relatos que misturam humor e improviso. Apesar da leveza, a prática é comum e preocupante no mercado de trabalho. Uma pesquisa mostra que 58% dos recrutadores descartam candidatos por inconsistências logo nas primeiras etapas. As cinco falhas mais frequentes são exagero em habilidades técnicas, experiência inflada, domínio de idiomas superestimado, justificativas para demissões suavizadas e conquistas amplificadas.

Giovanna de Meo, designer, conta que mentiu sobre sua mudança para Brasília para não perder uma oportunidade. Sem casa ou recursos, ela se mudou rapidamente e acabou sendo contratada. Apesar do arrependimento inicial, a experiência a fez crescer e hoje ela alerta: “mais cedo ou mais tarde, suas habilidades serão testadas”.

Especialistas ressaltam que o problema maior está nos exageros, que são facilmente detectados em entrevistas e testes práticos. A psicóloga Taís Targa alerta para o risco de perder credibilidade e enfrentar demissão por justa causa. Além disso, omissões estratégicas e o uso excessivo de inteligência artificial também chamam a atenção dos recrutadores, que percebem respostas mecânicas e inconsistências entre o currículo e a entrevista.

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Para as consultoras, um currículo deve ser um documento de credibilidade, não uma peça publicitária. Processos seletivos superficiais, focados só em palavras-chave, estimulam as distorções, mas não justificam as mentiras. Embora histórias de sucesso ganhem destaque online, muitas vezes elas escondem os prejuízos que essas falsas informações podem causar na carreira.

Com informações do g1.