Desde a liberação dos últimos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, o interesse público cresceu além das redações tradicionais. Nos Estados Unidos, a escritora Ellie Leonard se juntou a uma rede global de jornalistas cidadãos para analisar os milhões de páginas divulgadas pelo Departamento de Justiça.
Leonard, que não conhecia o caso antes, decidiu se aprofundar após notar ligações entre Epstein e o ex-presidente Donald Trump. Para se dedicar integralmente à tarefa, ela deixou seu emprego em uma escola no fim de 2025 e passou a coordenar um grupo com mais de mil colaboradores ao redor do mundo, que dividem o trabalho para decifrar o material volumoso e complexo.
O foco do grupo não está nas figuras públicas mencionadas nos documentos, mas nas pequenas evidências, como e-mails e relatos internos, que confirmam as histórias das vítimas. Entre elas, destaca-se Maria Farmer, que denunciou Epstein ao FBI em 1996 e agora vê sua denúncia reconhecida.
Para Leonard, o trabalho é uma questão de responsabilidade e busca por justiça. “Como mãe, farei o que for preciso para tornar o mundo mais seguro. As sobreviventes merecem que suas histórias sejam ouvidas e que a verdade venha à tona”, afirma.
Com informações do g1 Mundo.