Negociações começam hoje no Paquistão em meio a balanço desigual de ganhos e prejuízos entre os dois países.
Apesar do cessar-fogo instável, Estados Unidos e Irã reafirmam vitória enquanto iniciam negociações de paz no Paquistão. O confronto deixou marcas profundas, com perdas militares, econômicas e políticas que impactam ambos os lados de forma desigual.
No campo militar, o Irã sofreu baixas significativas, com mais de mil soldados mortos e destruição de grande parte de sua defesa aérea, além de perdas em aeronaves e navios. Os EUA, por sua vez, tiveram um número menor de mortos, mas enfrentaram danos em equipamentos e feridos. Mesmo assim, o Irã mantém capacidade de retaliação, segundo especialistas.
Economicamente, os EUA já gastaram bilhões em armamentos e enfrentam prejuízos iniciais, enquanto o Irã encara um futuro de reconstrução que pode durar 15 anos, com custos bilionários para recuperar infraestrutura devastada. Politicamente, a morte do líder supremo Ali Khamenei abalou o regime iraniano, embora tenha sido substituído rapidamente, enquanto o presidente Donald Trump enfrenta queda na popularidade e críticas internas.
Estratégicamente, o Irã fortaleceu sua posição ao controlar o Estreito de Ormuz e resistir aos ataques intensos, enquanto os EUA não conseguiram destruir o programa nuclear iraniano, principal objetivo da ofensiva. Para analistas, o conflito pode sinalizar um momento de declínio irreversível da influência americana na região.
Com informações do g1 Mundo.