Conflito trouxe ataques à região e provocou perdas bilionárias em turismo e economia.
Nos últimos anos, países do Golfo como Dubai, Abu Dhabi e Doha se destacaram como refúgios seguros e prósperos em meio à instabilidade do Oriente Médio. Mas, desde 28 de fevereiro, com os ataques dos EUA e Israel ao Irã e a resposta iraniana atingindo aliados americanos na região, essa imagem foi abalada. Mísseis iranianos passaram a atingir áreas urbanas, aeroportos e infraestrutura estratégica, incluindo hotéis de luxo e instalações petrolíferas.
O impacto foi imediato: cancelamentos em massa de voos, eventos e reservas turísticas, além do fechamento do Estreito de Ormuz, que comprometeu exportações de combustível. Só o setor de turismo perde cerca de US$ 600 milhões por dia, afetando a economia local e a confiança de investidores estrangeiros. As monarquias do Golfo, antes protegidas de conflitos diretos, sentem agora o peso de um conflito não desejado.
Além das perdas econômicas, cresce a frustração com os Estados Unidos, visto que decisões tomadas em Washington arrastaram a região para a guerra sem consulta prévia. A dependência militar das potências ocidentais é questionada, e alguns países avaliam ampliar suas parcerias em defesa. Especialistas alertam que a recuperação depende da duração do conflito; um cessar-fogo rápido é essencial para evitar maiores danos econômicos e políticos.
Por fim, a região enfrenta o desafio de conviver com um Irã fortalecido e de negociar uma nova estabilidade. Retomar o diálogo e estabelecer relações diretas com Teerã, em termos próprios, surge como caminho para minimizar riscos futuros e reconstruir a confiança abalada pela guerra.
Com informações do g1 Mundo.