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Política

Fotos das vítimas de feminicídio são lembrança constante para delegada

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Delegada de Sumaré guarda imagens de mulheres assassinadas para reforçar a luta contra a violência doméstica.

Na Delegacia de Defesa da Mulher de Sumaré (SP), a delegada Nathalia Alves Cabral convive diariamente com casos que revelam um padrão cruel: mulheres jovens, geralmente entre 20 e 40 anos, mortas dentro de casa, muitas vezes pelos próprios parceiros e na presença dos filhos. Para manter viva a memória dessas vítimas, ela carrega fotos delas consigo, um lembrete constante do motivo pelo qual escolheu essa missão.

A delegada relata o impacto emocional de cada ocorrência, observando detalhes da vida interrompida das mulheres, como objetos pessoais no local do crime. Um caso que marcou profundamente Nathalia foi o de uma jovem mãe de cinco filhos, assassinada meses após denunciar o agressor. “Eu falei para ela não voltar, não perdoar, mas infelizmente ela voltou e não teve tempo”, lembra.

Segundo Nathalia, muitas mulheres acreditam que a mudança no agressor é real, seja por ele parar de beber, engravidar ou frequentar igreja, mas o ciclo da violência costuma se repetir. Ela destaca a importância da medida protetiva, que poderia ter salvado algumas das últimas vítimas que acompanhou, e reforça que o enfrentamento da violência doméstica precisa ir além da polícia, envolvendo apoio financeiro, abrigos e capacitação para que as mulheres conquistem autonomia.

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Além disso, a delegada ressalta o papel dos homens na prevenção, incentivando-os a espalhar mensagens de respeito dentro de suas famílias e círculos sociais, lembrando que violência doméstica é crime e deve ser combatida por todos.

Com informações do g1.