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Rio Grande do Norte

Feminicídio no RN: mães carregam dor que não passa

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Vítimas de feminicídio deixam marcas profundas nas famílias que seguem vivendo o luto.

As mães de mulheres assassinadas no Rio Grande do Norte enfrentam uma dor que o tempo não apaga. Para elas, a perda é como uma amputação, uma ausência irreparável que traz sofrimento constante, revolta e saudade. Valéria Felizardo, mãe de Márcia Anália, morta pelo marido em 2024, descreve a dor como uma “mochila invisível” que nunca sai dos ombros.

Em São Gonçalo do Amarante, Sheila Sales relembra o assassinato da filha Anna Lívia, que foi morta enquanto amamentava o filho. Mesmo com o tempo, a tristeza permanece intensa e a família vive sob constante proteção. O medo do futuro e das consequências para o neto que ainda não conhece a verdade faz parte do cotidiano.

Ozanete Dantas, mãe de Zaira Cruz, assassinada em 2019, também relata que a condenação do autor do crime não ameniza a dor. A perda da filha jovem e cheia de vida deixa um vazio que não se fecha, e o sofrimento é ampliado pela saudade e pelo impacto na família.

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Os números reforçam a gravidade do problema: o Rio Grande do Norte registrou 8 feminicídios nos dois primeiros meses de 2026, um aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2025. Nos últimos cinco anos, o estado contabilizou 100 casos. A luta contra essa violência segue urgente e necessária.

Com informações do g1 RN.