A admiração por Chappell Roan transforma a espera em festa com estética e identidade LGBTQIA+.
Antes da abertura dos portões do segundo dia do Lollapalooza em São Paulo, o público já mostrava um cenário vibrante no entorno do Autódromo de Interlagos. Com maquiagens elaboradas, roupas coloridas e referências à cultura drag, muitos fãs expressavam sua conexão com Chappell Roan, artista que estreia no Brasil e é destaque do festival. A cantora, conhecida por sua estética teatral e repertório marcante, é um símbolo para jovens, especialmente mulheres e pessoas LGBTQIA+, que veem nela uma forma de aceitação e expressão da sexualidade.
Entre os fãs, a estudante Julia da Rocha, que veio de Curitiba, revela a importância da artista em sua descoberta pessoal. “Ela me fez me descobrir como uma pessoa queer”, conta, destacando também o impacto da imagem de uma mulher drag, algo pouco comum e muito representativo. A carioca Marina Serra reforça o sentimento de identificação e autenticidade que a cantora transmite, valorizando sua presença na cena musical e social.
O visual drag, com brilho e cores vibrantes, não era apenas um estilo, mas um manifesto de pertencimento e política para o público. Amigos que viajaram motivados por Chappell Roan destacam seu compromisso com causas LGBTQIA+ e sua postura aberta. O festival traz ainda outras atrações de peso, como Skrillex, Lewis Capaldi, Cypress Hill e a estreia do k-pop com o grupo Riize, prometendo um dia cheio de música e diversidade.
Com informações do g1 Pop & Arte.