Project Maven une dados e imagens para identificar alvos em tempo real e agilizar operações militares
Desde 2017, os Estados Unidos utilizam o Project Maven, um sistema que integra informações de sensores e imagens de satélite para mapear cenários de combate e selecionar alvos rapidamente. Inicialmente criado para ajudar analistas a lidar com o volume de imagens de drones, o programa automatiza a identificação e classificação de ameaças, facilitando decisões em minutos.
O funcionamento do sistema envolve consolidar dados em uma única interface, filtrar informações relevantes, transformar elementos suspeitos em alvos formais e sugerir estratégias de ataque. Todo o processo é realizado em uma única plataforma, reduzindo drasticamente o tempo entre reconhecimento e ação. Segundo o responsável pela inteligência artificial do Departamento de Defesa, antes eram necessários diversos sistemas e horas de trabalho humano para essa tarefa.
Após a saída do Google em 2018, motivada por questões éticas, a empresa Palantir assumiu o desenvolvimento do software. Conhecida por atuar em análise de dados para órgãos governamentais, a Palantir fornece a tecnologia central do Project Maven, que já influenciou operações recentes, como a rápida ofensiva contra o Irã que atingiu mais de mil alvos em um dia.
Apesar do sucesso na agilidade das operações, o uso do Maven em conflitos como a guerra na Ucrânia revelou limitações na adaptação da tecnologia a combates tradicionais, baseados em trincheiras e artilharia pesada. Ainda assim, a plataforma simplificou a interpretação dos movimentos e comunicações do adversário, mostrando seu valor estratégico no campo de batalha moderno.
Com informações do g1 Mundo.