Polícia investiga possível negligência no socorro ao menino de 3 anos em São Paulo
Um menino de 3 anos morreu depois de ser picado por um escorpião e receber o soro antiescorpiônico mais de quatro horas após o incidente, no interior de São Paulo. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se houve negligência no atendimento prestado a Bernardo de Lima Mendes, ocorrido entre as cidades de Conchal e Araras.
Bernardo foi picado enquanto brincava em casa e levado inicialmente ao Hospital e Maternidade Madre Vannini, em Conchal. Segundo familiares, o tratamento demorou a ser iniciado, e o menino ficou horas com sintomas graves, como dor intensa e vômitos, antes de ser transferido para a Santa Casa de Araras. Ao chegar lá, já estava em estado crítico e com parada cardiorrespiratória.
O soro antiescorpiônico foi aplicado somente às 0h25, mais de quatro horas depois da picada, quando o protocolo recomenda sua administração em até uma hora e meia, especialmente para crianças. Apesar das tentativas médicas, Bernardo não resistiu e faleceu na manhã seguinte.
O hospital de Conchal informou que prestou atendimento conforme sua capacidade, ressaltando que não dispõe de UTI pediátrica nem do soro antiescorpiônico, que é fornecido em centros de referência como o de Araras. A Prefeitura de Conchal destacou que segue a regionalização do atendimento, encaminhando casos graves para unidades especializadas.
A tragédia gerou preocupação na população local, que reclama do aumento no número de escorpiões e cobra medidas eficazes de controle para evitar novos acidentes.
Com informações do Agora RN.