Conflito na região eleva risco de alta nos preços do petróleo e impacta a economia global.
Explosões em Teerã marcaram mais um dia de confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã, intensificando o clima de tensão no Oriente Médio. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou mobilização total das forças militares do país em parceria com os americanos, prometendo ampliar os ataques contra o Irã. Do lado americano, Donald Trump afirmou estar aberto a negociações, mas mantém a pressão sobre o governo iraniano.
A morte do aiatolá Ali Khamenei e outras lideranças iranianas contribuiu para a escalada do conflito, que já afeta diretamente o mercado de petróleo. Especialistas projetam que o barril pode chegar a US$ 85 a US$ 90, diante do risco de interrupção nas rotas de abastecimento, especialmente no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial. O aumento dos custos do seguro marítimo e o cancelamento de viagens sinalizam uma redução significativa na oferta global.
Apesar de minimizar os impactos da alta dos combustíveis, Trump enfrenta críticas e pressões políticas, já que o aumento dos preços pode prejudicar sua base eleitoral antes das eleições legislativas. Analistas alertam para o risco de um efeito recessivo caso o conflito se prolongue, com reflexos negativos em setores como transporte, turismo e logística, enquanto o setor de defesa pode registrar ganhos nas bolsas.
Com informações do g1 Mundo.