Alta nos preços mantém pressão sobre combustíveis mesmo com liberação temporária dos EUA
O preço do barril de petróleo voltou a ultrapassar a casa dos US$ 100, impulsionado pelas tensões na região do Oriente Médio e o risco de interrupções no fornecimento global. Nesta sexta-feira (13), o petróleo tipo Brent chegou a US$ 100,30, enquanto o WTI foi negociado a US$ 95,98.
A escalada dos preços já soma cerca de 40% desde o início do conflito na região, quando o barril estava próximo de US$ 60. Apesar de um leve recuo provocado pela autorização temporária dos Estados Unidos para compra de petróleo russo já embarcado, o mercado segue apreensivo diante da possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.
No Brasil, o avanço dos preços internacionais levou o governo a adotar medidas para conter o impacto no preço do diesel. Entre as ações, estão a suspensão dos impostos federais PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de uma subvenção para produtores e importadores do combustível, que pode reduzir o preço em até R$ 0,64 por litro. Para compensar a perda fiscal, foi instituída uma alíquota de 12% sobre a exportação do petróleo.
A Petrobras manifestou apoio ao pacote, mas ressalvou que a adesão depende da regulamentação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A estatal mantém sua estratégia de evitar repassar rapidamente aos preços internos a volatilidade do mercado internacional, buscando equilíbrio entre rentabilidade e estabilidade.
Com informações do g1 Mundo.