País atua como intermediário em negociação para suspender hostilidades por duas semanas.
Nas últimas semanas, o Paquistão vem desempenhando papel fundamental nas negociações entre Estados Unidos e Irã, intermediando o diálogo que resultou em um acordo de cessar-fogo por duas semanas. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou a suspensão temporária das hostilidades e convidou as partes a se reunirem em Islamabad para avançar nas conversas por um acordo definitivo.
O Paquistão mantém relações históricas com o Irã e também laços estratégicos com os EUA, o que facilita sua posição de mediador. Apesar de tensões recentes, como ataques israelenses contra o Irã e retaliações iranianas à Arábia Saudita, o país tem buscado administrar a crise com cautela, ressaltando a importância da paz para sua estabilidade econômica e segurança regional.
A dependência do Paquistão do petróleo transportado pelo estreito de Ormuz e seu acordo de defesa com a Arábia Saudita reforçam o interesse em evitar uma escalada do conflito. Analistas destacam que a iniciativa diplomática também visa fortalecer a imagem internacional do Paquistão, que aposta na neutralidade para ampliar sua influência global.
Embora o cessar-fogo represente um avanço, a situação continua delicada e sem garantias concretas de um acordo final. O desafio agora é transformar o diálogo em uma solução duradoura, diante da falta de confiança entre os envolvidos e das posições ainda firmes de cada lado.
Com informações do g1 Mundo.