China, Rússia e França bloqueiam autorização para ação militar na passagem estratégica
O Conselho de Segurança da ONU adiou para sábado a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein que permitiria o uso da força para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A iniciativa enfrenta forte resistência de China, Rússia e França, que rejeitam qualquer autorização para intervenção militar na região.
O Bahrein, que preside o Conselho, defende a medida como resposta à tentativa do Irã de controlar a passagem marítima, vista como ilegal e uma ameaça global. O projeto prevê o uso de “todos os meios necessários” para proteger o tráfego, mas a proposta foi considerada provocativa por países que detêm poder de veto no órgão.
O bloqueio do Estreito, rota crucial para cerca de 20% do petróleo mundial, já impacta os mercados globais, elevando preços e custos de transporte. Apesar da pressão dos Estados árabes, a ausência de consenso evidencia o risco de uma escalada no conflito, especialmente com a oposição de potências que alertam para as consequências de uma ação militar.
Enquanto isso, o Irã mantém sua intenção de controlar o tráfego local, e os Estados Unidos seguem com ataques contra o país, sem apresentar um plano claro para reabrir a rota. A situação traz incertezas sobre a segurança da navegação internacional e a estabilidade na região do Golfo.
Com informações do g1 Mundo.