União Europeia critica ofensiva israelense contra o Hezbollah em meio a acordo com Irã
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações contra o grupo Hezbollah continuarão "onde for necessário", mesmo após o anúncio de uma trégua entre Estados Unidos e Irã. Os ataques recentes incluem bombardeios intensos em Beirute e no sul do Líbano, visando enfraquecer a organização considerada extremista e apoiada pelo Irã.
Na quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter eliminado Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, durante um ataque aéreo em Beirute. Além disso, os bombardeios desta quinta atingiram pontos estratégicos, como depósitos de armas e centros de comando no sul do país.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou a continuidade das ações militares israelenses, argumentando que o cessar-fogo entre EUA e Irã deveria se estender ao Líbano. Segundo ela, os ataques recentes dificultam a justificativa de legítima defesa e pressionam a trégua já estabelecida. Netanyahu, por sua vez, reafirmou que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo.
Com informações do g1 Mundo.