Seis dias após ameaças de retaliação dos Estados Unidos, o Irã lançou mais de 2 mil drones de baixo custo contra diversos alvos no Oriente Médio, buscando sobrecarregar as defesas e espalhar o caos. Os veículos não tripulados, conhecidos como Shahed, carregam explosivos e detonam ao atingir seus objetivos, causando danos significativos. Um dos ataques mais graves matou seis soldados americanos em uma base no Kuwait.
Os ataques atingiram especialmente aliados dos EUA no Golfo Pérsico, incluindo instalações militares, embaixadas, aeroportos e até hotéis de luxo em cidades como Dubai. O setor energético também foi fortemente afetado, com incêndios em importantes refinarias e terminais de gás natural liquefeito na Arábia Saudita e no Catar, provocando paralisações na produção.
O Shahed-136, drone com alcance de até 2.500 km, é barato e difícil de detectar, pois voa em baixa altitude e segue rotas pré-programadas via satélite. Apesar de não ser rápido, seu perfil compacto torna a defesa aérea tradicional pouco eficiente. A Rússia copiou essa tecnologia para uso na Ucrânia, enquanto os EUA desenvolvem suas próprias versões.
Embora muitos drones sejam interceptados, o custo para abatê-los é elevado, com mísseis e sistemas avançados utilizados para conter as investidas. A estratégia iraniana também visa desgastar os estoques inimigos e exercer pressão psicológica para forçar negociações. Especialistas apontam que, apesar da atual capacidade de ataque, o Irã já apresenta dificuldades para manter o ritmo das ofensivas diante da resposta militar dos EUA e Israel.
Com informações do g1 Mundo.