O Irã assumiu o controle do Estreito de Ormuz, passagem vital para o transporte de 20% do petróleo e até 25% do gás natural consumidos globalmente, e anunciou o bloqueio da rota. A região, estreita e estratégica, liga importantes produtores aos maiores importadores asiáticos, como China, Índia, Coreia do Sul e Japão. Com a restrição, a circulação de navios caiu drasticamente, afetando diretamente o abastecimento e pressionando os preços da commodity.
A ofensiva iraniana ocorre em meio à escalada de ataques aéreos promovidos por Estados Unidos e Israel desde o fim de fevereiro, aumentando a instabilidade no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã, que controla minas navais e drones na área, ameaça destruir qualquer embarcação que tente atravessar o Estreito. A medida reforça uma estratégia de intimidação para conter ações militares contra o país e gerar impacto econômico global.
Especialistas alertam que o fechamento da passagem pode agravar a oferta energética mundial, já que o petróleo saudita, principal exportação global, também depende do Estreito para chegar ao mercado. A redução na disponibilidade da commodity tende a elevar os preços e impulsionar a inflação global, afetando consumidores em larga escala.
Além disso, o Irã utiliza minas marítimas sofisticadas para dificultar a navegação e aumentar o risco de acidentes. Essas armas submersas são difíceis de detectar e podem ser acionadas por contato, sensores ou controle remoto, tornando o tráfego na região ainda mais perigoso. O uso dessas minas remete a episódios históricos que provocaram crises no abastecimento energético, como durante a Guerra do Golfo em 1991.
Os Estados Unidos reagiram com ações militares, incluindo o afundamento de uma fragata iraniana e o anúncio de operações para eliminar a Marinha do país. Apesar disso, o Estreito de Ormuz permanece parcialmente fechado, deixando milhares de tripulantes presos em navios e aumentando a preocupação com o desdobramento da crise no mercado global de energia.
Com informações do g1 Mundo.