Estudo revela que a maioria dos pacientes prioriza o bem-estar em vez de prolongar a sobrevida.
Pesquisa com mais de 700 idosos com câncer avançado mostrou que apenas 8,4% valorizam estender a vida, enquanto 71,7% preferem manter a qualidade de vida. O levantamento também indicou que eventos adversos e hospitalizações foram semelhantes entre os que optaram por prolongar a vida e os que escolheram o bem-estar.
Os autores destacam que o sistema atual de tratamento oncológico não está alinhado com essas preferências, focando mais em prolongar a sobrevida do que em melhorar o conforto dos pacientes. Esse descompasso é um desafio para a oncologia geriátrica, que precisa valorizar cuidados centrados nas prioridades individuais.
O estudo analisou pacientes com 70 anos ou mais, todos com câncer incurável, e identificou que a preferência pela qualidade de vida não variou por idade, sexo ou estado civil, mas foi maior entre aqueles com ensino superior. A única exceção foi que pacientes sem comprometimento cognitivo demonstraram maior preocupação com o bem-estar do que com a duração da vida.
Com informações do g1.