Conflito na região aumenta temor de que países busquem armas atômicas como defesa.
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o objetivo declarado foi impedir que o país desenvolvesse armas nucleares. Porém, o conflito tem gerado um efeito contrário, com especialistas alertando para a possibilidade de uma nova corrida nuclear não só no Oriente Médio, mas em outras partes do mundo. Governos da região avaliam que a única garantia contra ataques pode ser possuir armamento nuclear.
Além disso, a guerra provoca dúvidas sobre a capacidade dos EUA de proteger seus aliados, especialmente após retaliações iranianas contra países como Arábia Saudita e Emirados Árabes. Isso fortalece a ideia de que os aliados devem investir na própria dissuasão nuclear, aumentando a instabilidade regional.
O programa nuclear iraniano, antigo motivo de preocupação internacional, sofreu danos nos ataques, mas o conhecimento e urânio enriquecido ainda existem, o que pode permitir a retomada do desenvolvimento de armas. A suspensão das negociações e a crescente desconfiança dificultam a volta ao diálogo, elevando os riscos de proliferação.
Países como a Arábia Saudita já sinalizaram intenção de desenvolver armas nucleares caso o Irã o faça. Paralelamente, o enfraquecimento de tratados internacionais e a modernização dos arsenais das potências nucleares alimentam um cenário de insegurança global. Apesar das dificuldades técnicas e custos altos, a busca por armas atômicas pode parecer o único caminho para alguns países diante do atual contexto.
Com informações do g1 Mundo.