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Grávidas enfrentam crise em Cuba entre apagões e falta de recursos

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Enquanto o país enfrenta apagões frequentes e escassez, mulheres gestantes vivem incertezas sobre saúde e futuro.

Mauren Echevarría Peña, grávida de 26 anos, está internada em uma maternidade de Havana, acompanhada devido a complicações como diabetes gestacional e hipertensão. Com o parto próximo, ela convive com o medo dos apagões que atingem o sistema elétrico cubano, afetando hospitais e serviços essenciais. Apesar das dificuldades, Mauren reconhece o esforço dos médicos que garantem o cuidado necessário para ela e o bebê.

Em casa, Indira Martínez, grávida de sete meses, enfrenta a falta de energia elétrica há dias. Sem condições de preparar refeições nutritivas, ela depende de um forno a lenha improvisado. A cabeleireira, que suspendeu o trabalho para proteger a gestação, vive com a renda do marido ferreiro e teme pelas condições que sua filha terá no país, marcado por crise econômica e escassez de apoio governamental.

O bloqueio norte-americano ao fornecimento de petróleo intensificou a crise, dificultando o funcionamento dos hospitais, mesmo com geradores que dependem de combustível escasso. Enquanto o governo americano proíbe o envio de combustível, o México enviou ajuda humanitária, mas muitas gestantes, como Indira, não receberam suporte.

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O cenário difícil afeta também a perspectiva das famílias sobre o futuro, com baixa taxa de natalidade e alta emigração. Para as grávidas cubanas, o desafio é duplo: enfrentar as adversidades da gestação e a incerteza sobre a vida que espera seus filhos em um país em colapso.

Com informações do g1 Mundo.