Quinze anos após o terremoto, tsunami e acidente nuclear que devastaram Fukushima, a região ainda exibe marcas contrastantes do desastre. De um lado, há lugares como a Escola Primária Ukedo, que permanece como memorial da força do mar e da decisão que salvou dezenas de crianças. De outro, cidades-fantasmas onde casas estão intactas, mas vazias, tomadas pela natureza e pelo silêncio.
A estrada rumo à usina nuclear revela um cenário desolador: casas abandonadas, carros cobertos de poeira e equipamentos esquecidos, tudo preservado como se o tempo tivesse parado. Ali, o acidente radioativo não destruiu os prédios, mas expulsou quem vivia ali, criando um vazio inquietante.
Perto do litoral, a escola que escapou do tsunami é testemunha da tragédia e da coragem. Quando o alerta chegou, professores levaram os alunos para um local seguro a tempo, e ninguém morreu. Hoje, o prédio conserva os danos do mar e funciona como um espaço de memória, com cadeiras alinhadas e marcas do desastre em cada canto.
Fukushima permanece dividida entre a destruição explícita causada pela água e o abandono silencioso provocado pela radiação. A região ainda enfrenta o desafio de reconstruir não só as cidades, mas a própria vida que foi interrompida naquele 11 de março de 2011.
Com informações do g1 Mundo.