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Estreito de Ormuz: escolta naval não é solução, alerta líder marítimo

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Presidente da Organização Marítima Internacional diz que segurança completa na passagem não pode ser garantida por escoltas militares.

O Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial, segue quase fechado, pressionando os preços globais de energia e complicando cadeias de suprimentos. O presidente da Organização Marítima Internacional (IMO), Arsenio Dominguez, declarou que a presença de escoltas navais não assegura proteção total aos navios na região. Segundo ele, o uso de forças militares é uma medida temporária e insustentável para garantir a passagem.

A crise afetou diretamente o transporte marítimo, com navios presos no Golfo correndo risco de ficar sem recursos básicos para suas tripulações. Dominguez recomendou que gestores evitem navegar pela área para não expor embarcações e tripulações a perigos desnecessários. Na próxima semana, a IMO realizará uma sessão extraordinária para discutir os impactos do conflito no setor.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem pressionado aliados europeus e asiáticos para que enviem navios de guerra ao Estreito, buscando abrir a rota rapidamente. Contudo, a maioria recusou o pedido, com a Alemanha destacando que a crise não é responsabilidade da Otan nem dos países europeus, e que a Marinha americana possui capacidade para agir sozinha.

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Com informações do g1 Mundo.