Robert Bush, de 48 anos, aguarda sentença após admitir ter ocultado mais de 30 corpos na funerária que administrava em Hull, no nordeste da Inglaterra. Além disso, ele entregou cinzas erradas a famílias enlutadas e faturou com funerais que nunca ocorreram, configurando crime de fraude.
A investigação teve início em março de 2024, quando a polícia descobriu 35 cadáveres e mais de 100 conjuntos de cinzas no local, incluindo restos humanos que estavam guardados há cerca de um ano. Bush confessou 30 acusações, entre elas fraudes envolvendo planos funerários e furtos contra instituições de caridade.
Familiares das vítimas expressaram indignação e choque diante das revelações. Michaela Baldwin, enteada de um dos falecidos, classificou o caso como “um filme de terror” e pediu punição severa. Já Karen Dry, que perdeu seus pais e apoia outras famílias, cobra regulamentação do setor funerário, que no Reino Unido não possui regras específicas para diretores.
O caso levou associações do setor a pressionarem por reformas que garantam fiscalização rigorosa e responsabilidade. A sentença de Robert Bush está marcada para 27 de julho. Enquanto isso, as vítimas seguem em busca de justiça e reparação pelos danos emocionais causados.
Com informações do g1.