Investimentos em manejo e infraestrutura estão reduzindo perdas entre bezerras recém-nascidas no país.
A mortalidade de bezerras nas fazendas leiteiras brasileiras, que já chegou a 10%, tem sido reduzida para menos de 3% graças a um programa que une universidades, institutos de pesquisa e produtores. A iniciativa acompanha dados de mais de 200 propriedades em 10 estados desde 2017, oferecendo orientações técnicas para melhorar o manejo básico e a estrutura das criações.
Em Minas Gerais, os irmãos Fernando e Henrique Silva transformaram a fazenda da família, investindo R$ 550 mil em instalações que protegem os animais do clima e na adoção de cuidados essenciais, como a aplicação de iodo no umbigo e o fornecimento rápido de colostro. Essas mudanças elevaram a produtividade e reduziram drasticamente a mortalidade das bezerras.
Já em Carmo do Paranaíba, o produtor Eldes Braga focou no conforto e nutrição das vacas gestantes, criando um ambiente com ventilação e resfriamento que diminui o estresse térmico. Com isso, as perdas caíram para cerca de 1,7%, mostrando que a atenção à mãe impacta diretamente na sobrevivência e na qualidade dos filhotes.
A experiência dos produtores reforça a importância da profissionalização no setor leiteiro para garantir a reposição eficiente do rebanho e a sustentabilidade financeira a longo prazo. Desde 2024, o programa também estende suas ações para fazendas de gado de corte, buscando replicar os resultados positivos.
Com informações do g1.