Denúncias contra magistrado ganham força após polêmica decisão judicial
Mulheres que trabalharam com o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, relataram episódios de abuso sexual ocorridos em diferentes momentos. Uma delas contou que, em 2009, sofreu toques forçados e tentativas de beijo dentro do gabinete do então juiz em Betim, enquanto usava calça jeans. Ela descreveu ter reagido, mas sentiu-se intimidada pelo poder do magistrado.
Outra ex-estagiária afirmou ter sido beijada à força pelo desembargador durante um almoço, aos 20 anos, quando era sua aluna na faculdade. Ela disse ter se sentido invadida, constrangida e decidiu não retornar ao estágio após o episódio. Além dessas mulheres, um primo de Magid também denunciou abuso sexual quando tinha 14 anos e trabalhava com ele.
As acusações vieram à tona após o desembargador ter sido responsável por uma decisão controversa que absolveu um homem condenado por estupro de vulnerável. A repercussão do caso levou o magistrado a rever sua sentença, restabelecendo a condenação do acusado e da mãe da vítima. O Conselho Nacional de Justiça afastou Magid para não prejudicar as investigações, e a Polícia Federal cumpriu mandado de busca em seu gabinete. O desembargador ainda não se pronunciou sobre as denúncias.
Com informações do g1.