As chamadas “novelinhas de frutas” conquistaram as redes sociais com personagens como Abacatudo, Moranguete e Bananildo, que encenam dramas típicos do Brasil em vídeos curtos. Inspiradas em reality shows internacionais e adaptadas com gírias locais, essas animações virais misturam fofocas, brigas e situações tensas em narrativas de 60 segundos, alcançando milhões de visualizações.
O fenômeno extrapolou o entretenimento e virou tendência entre marcas e influenciadores, que reproduzem os conteúdos e até criam versões ao vivo. Além disso, surgiram cursos online que prometem ensinar a criar esses personagens e ganhar dinheiro nas redes sociais, movimentando um mercado em expansão.
No entanto, especialistas alertam que a aparência infantil dessas animações esconde temas pesados, como gordofobia, violência e preconceitos, que são apresentados sem críticas ou consequências. Psicólogos destacam o risco dessa mistura para o público jovem, que consome os vídeos sem filtro, e reforçam a necessidade de diálogo e supervisão dos pais.
As plataformas exigem idade mínima de 13 anos para uso, mas a fiscalização ainda enfrenta desafios diante da popularidade do formato. Enquanto isso, a recomendação é acompanhar de perto o que crianças e adolescentes assistem para evitar impactos negativos.
Com informações do g1 Pop & Arte.