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Trump e o Irã: a negociação do tudo ou nada

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O estilo agressivo de negociação de Donald Trump, inspirado em seu livro dos anos 80, explica seu ultimato extremo contra o Irã no Estreito de Ormuz.

Na última terça-feira (7), o presidente dos EUA lançou um ultimato ao Irã para liberar o Estreito de Ormuz, ameaçando a destruição total da civilização naquela noite. Horas depois, ele recuou após negociações com o governo iraniano. Essa postura segue a lógica exposta em seu livro “A Arte da Negociação”, escrito em 1987, onde Trump defende a tática de fazer pedidos máximos para conquistar vantagem mesmo com concessões posteriores.

Trump compara a negociação a um jogo de pôquer, em que o blefe e a agressividade são essenciais para pressionar o adversário. No livro, ele relata casos em que adotou um discurso “selvagem” para desestabilizar o outro lado e forçar um acordo rápido. Essa abordagem explica a escalada verbal contra o Irã, com ameaças de aniquilação total para elevar o custo de uma recusa.

Apesar dessa estratégia, o cenário no Oriente Médio permanece tenso. O cessar-fogo entre EUA e Irã foi quebrado com ataques a ilhas iranianas, enquanto Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano, causando centenas de mortes. O primeiro-ministro israelense já avisou que essas operações não estão incluídas no acordo com o Irã, mantendo o conflito aberto.

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Com informações do g1 Mundo.