Pesquisa mostra que água congelada se acumulou lentamente em crateras antigas, especialmente no polo sul lunar.
Um novo estudo revela que o gelo encontrado em algumas regiões da Lua não é fruto de um único evento, como a queda de um grande cometa, mas sim de um processo gradual que durou bilhões de anos. A análise cruzou dados térmicos da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter com simulações da evolução das crateras lunares, apontando que as áreas com mais gelo são as mais antigas e que permanecem em sombra há muito tempo.
As chamadas “armadilhas frias”, crateras profundas que não recebem luz solar, mantêm temperaturas baixíssimas ideais para conservar o gelo. Cientistas descobriram que quanto mais tempo uma cratera fica nessas condições, maior a probabilidade de acumular água congelada, especialmente próximas ao polo sul da Lua.
O estudo sugere que a água lunar pode ter várias origens, incluindo atividade vulcânica antiga, impactos de cometas e asteroides, e até a interação da superfície com o vento solar. Essa última hipótese envolve a formação de moléculas de água a partir da combinação de hidrogênio solar com oxigênio lunar.
Compreender a distribuição e a origem do gelo lunar é fundamental para futuras missões, já que a água pode ser usada para consumo, produção de oxigênio e combustível. Novos instrumentos serão enviados ao polo sul lunar para mapear essas reservas, mas a confirmação definitiva só virá com a análise direta de amostras recolhidas na superfície.
Com informações do g1.