Símbolos da fertilidade e da renovação, coelhos e ovos marcam as celebrações da Páscoa há séculos.
A Páscoa é a principal festa do cristianismo, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo desde o século IV. Apesar disso, muitos dos símbolos populares, como o coelho e os ovos coloridos, não têm origem direta na tradição religiosa, mas em costumes que ganharam força ao longo dos séculos. O coelho, por exemplo, é um antigo símbolo de fertilidade e renovação associado à chegada da primavera na Europa. A primeira referência ao coelho trazendo ovos data do século XVII, consolidando-se na Alemanha no século XIX, especialmente entre protestantes.
Essa tradição protestante surgiu para explicar às crianças por que ovos reapareciam na Páscoa, já que durante a Quaresma o consumo era proibido. Assim, o coelho passou a ser o responsável por distribuir ovos acumulados no período, criando um costume lúdico que se espalhou pelo mundo. No Brasil, o coelhinho da Páscoa chegou com imigrantes alemães no início do século XX, trazendo também a prática de esconder ovos coloridos para as crianças encontrarem.
O costume de pintar e presentear ovos é ainda mais antigo, com registros em civilizações como a egípcia, persa e germânica. Os ovos simbolizam vida nova e renovação, conceitos alinhados à celebração da ressurreição de Cristo. Tradicionalmente, ovos vermelhos representavam o sangue de Jesus e seu amor pela humanidade, um costume que persiste em algumas igrejas ortodoxas.
Assim, a Páscoa reúne elementos religiosos e culturais que reforçam a mensagem da vitória da vida sobre a morte, da esperança e do renascimento, por meio de símbolos que encantam crianças e adultos em todo o mundo.
Com informações do g1 Mundo.