Oficial preso por suspeita de matar a esposa pode perder patente e ser expulso da corporação
A Polícia Militar de São Paulo vai instaurar um processo administrativo contra o tenente-coronel Geraldo Neto, de 53 anos, preso sob a acusação de assassinar a esposa, a soldado Gisele Alves, de 32. O procedimento pode levar à perda do posto e à expulsão do oficial da corporação. A abertura do Conselho de Justificação, responsável por avaliar a permanência do militar, depende da conclusão do inquérito que investiga o caso.
Geraldo Neto está detido preventivamente desde março, acusado de feminicídio e fraude processual por supostamente simular o suicídio da esposa no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente, a morte de Gisele foi tratada como suicídio, mas novas evidências, como lesões no corpo e gravações das câmeras corporais, colocaram a versão em dúvida, o que motivou a mudança na investigação.
O Conselho de Justificação é um processo disciplinar que analisa aspectos morais, éticos e profissionais do militar, garantindo o direito à defesa e podendo resultar na perda da patente e expulsão da PM. O relatório final será elaborado pela Corregedoria da Polícia Militar e encaminhado ao Comando-Geral para decisão. O processo administrativo ocorre de forma independente da esfera criminal.
Com informações do g1.