ONG denuncia mortes e violações durante estado de exceção no país
Em quatro anos desde o início da ofensiva do governo salvadorenho contra as gangues, cerca de 500 detentos morreram nas prisões, aponta relatório da ONG Socorro Jurídico Humanitário (SJH). A maioria das vítimas, 94%, não tinha ligação com grupos criminosos, segundo a organização.
Desde março de 2022, o presidente Nayib Bukele mantém um estado de exceção que resultou na detenção de aproximadamente 91 mil pessoas sem mandado judicial. Organizações de direitos humanos alertam para graves abusos durante esse período, incluindo falta de transparência e condições precárias nas penitenciárias.
A SJH destaca que 30% das mortes ocorreram por falta de atendimento médico adequado e outras 30% foram classificadas como violentas, muitas vezes sem investigação policial adequada. A ONG também denuncia a negação de cuidados médicos a presos com doenças, classificando essas práticas como tortura e tratamento desumano.
Apesar das críticas, Bukele mantém alta popularidade por ter reduzido drasticamente os homicídios e enfraquecido as principais gangues do país, consideradas organizações terroristas por El Salvador e pelos Estados Unidos.
Com informações do g1 Mundo.