Técnicas vocais únicas fazem as músicas da banda irlandesa serem difíceis de reproduzir.
The Cranberries, banda que completaria 35 anos em 2026, mantém sua influência viva mesmo após a morte da vocalista Dolores O’Riordan, em 2018. O grupo é constantemente homenageado em covers, principalmente por artistas do indie pop e rock. No entanto, reproduzir as canções da banda não é tarefa simples, devido à complexidade técnica do canto de Dolores.
A principal característica do estilo da cantora é o uso do yodel, técnica que alterna rapidamente entre notas agudas e graves, criando um efeito de “quebra” nos registros vocais. Embora Dolores não tenha formação formal, sua experiência em igrejas e a cultura irlandesa ajudaram a desenvolver essa assinatura sonora, que virou marca registrada do Cranberries.
Além disso, Dolores combinava suavidade com uma carga emocional intensa, alternando entre registro de peito e de cabeça, o que exigia técnica apurada para manter a dualidade. Essa entrega emocional é um dos pontos mais difíceis de ser captado por quem faz covers, e muitas versões acabam soando diferentes do original.
Entre as homenagens analisadas, algumas se destacam por respeitar a essência da voz de Dolores, como as de Chappell Roan e Hayley Williams. Outras, apesar de terem boa intenção, perdem parte do impacto emocional ou apresentam problemas técnicos, como as versões de Jão e Jack Antonoff. Essa complexidade faz com que cantar The Cranberries seja um verdadeiro desafio para artistas de diferentes estilos.
Com informações do g1 Pop & Arte.