Comemorado na próxima terça-feira, o marco revive debates sobre justiça e memória no país
Na próxima terça-feira, a Argentina completa 50 anos do golpe militar que deu início a uma das fases mais violentas de sua história. A data ganha destaque em meio a um cenário político marcado pelo governo de Javier Milei, que tem alterado as políticas oficiais relacionadas à memória da ditadura.
Organizações da sociedade civil seguem firmes na cobrança por justiça e pela continuidade dos julgamentos contra os responsáveis pela repressão. Elas reforçam que os crimes cometidos durante o regime são imprescritíveis e devem ser investigados até o fim.
A Equipe Argentina de Antropologia Forense, uma ONG que atua na identificação dos corpos das vítimas, já reconheceu 1.650 restos mortais, mas enfrenta obstáculos para continuar seu trabalho. O país ainda carrega as feridas de um período que durou de 1976 a 1983, quando a repressão deixou marcas profundas na sociedade.
Com informações do g1 Mundo.